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Cuidado para quem enfrenta um transtorno alimentar

A relação com a comida e com o próprio corpo pode se tornar uma fonte de sofrimento profundo. Os transtornos alimentares são condições de saúde sérias, e não uma questão de força de vontade ou escolha. Se você ou alguém próximo está passando por isso, saiba que pedir ajuda é um ato de coragem e que existe acolhimento. A terapia online da Koralink oferece um espaço seguro e sigiloso para começar essa conversa no seu tempo.

O que são os transtornos alimentares

Os transtornos alimentares, como a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica, são condições caracterizadas por alterações persistentes nas refeições ou em comportamentos relacionados aos hábitos alimentares, segundo o Ministério da Saúde. Costumam surgir com mais frequência durante a adolescência e a juventude, embora possam acontecer com qualquer pessoa.

De acordo com a OPAS/OMS, esses transtornos são prejudiciais à saúde e frequentemente coexistem com depressão, ansiedade e/ou abuso de substâncias. Por isso, são levados a sério como questões de saúde que merecem cuidado profissional, e não como falhas pessoais.

Sinais de alerta, de forma geral

Cada pessoa vive sua experiência de um jeito único, e nem sempre os sinais são visíveis. De maneira ampla, alguns indícios gerais podem incluir uma preocupação muito intensa com a comida, com a forma ou com o peso do corpo, além de mudanças no humor e no convívio social.

Se a alimentação tem deixado de ser uma fonte de cuidado e passou a gerar angústia, culpa ou isolamento, esse já é um bom motivo para conversar com um profissional de saúde, mesmo que ainda existam dúvidas sobre o que está acontecendo.

  • Mudanças marcantes no humor, na disposição ou no convívio social
  • Preocupação intensa e persistente com comida, corpo ou peso
  • Sentimentos de angústia, culpa ou vergonha ligados ao comer
  • Sofrimento que vem afetando estudos, trabalho ou relações

Como a psicoterapia e o cuidado multiprofissional ajudam

A psicoterapia é reconhecida como uma forma eficaz de apoio em saúde mental. Segundo a OPAS/OMS, terapias que utilizam o diálogo, como a cognitivo-comportamental e a psicoterapia, têm papel importante no cuidado, e o acesso a serviços de saúde e de apoio social é fundamental para a recuperação e a qualidade de vida.

No acompanhamento psicológico, é possível compreender melhor a relação com a comida e com o corpo, acolher emoções difíceis e construir, no seu ritmo, recursos para o cuidado de si. O psicólogo não promete soluções rápidas nem cura imediata: oferece um processo de escuta cuidadosa e respeitosa.

Os transtornos alimentares costumam exigir cuidado multiprofissional. Com frequência, o trabalho do psicólogo se soma ao de médicos e nutricionistas. É importante lembrar que psicólogos não prescrevem medicação; quando há necessidade de avaliação médica ou de medicamentos, a pessoa é orientada e encaminhada ao profissional adequado.

Quando procurar ajuda

Não é preciso esperar uma situação se tornar grave para buscar apoio. Se a alimentação tem causado sofrimento, medo ou afastamento das pessoas e das atividades que você gosta, procurar um profissional já faz diferença. Falar sobre isso, mesmo com receio, é um passo importante.

A terapia online amplia o acesso ao cuidado, permitindo iniciar o acompanhamento de onde você estiver, com sigilo e acolhimento. Em situações que envolvam risco à saúde, é importante buscar também atendimento médico. Você não precisa enfrentar isso sozinho.

Perguntas frequentes

A terapia online funciona para transtornos alimentares?

A psicoterapia é reconhecida pela OPAS/OMS como uma forma importante de cuidado em saúde mental, e o formato online amplia o acesso ao acompanhamento. Ainda assim, os transtornos alimentares costumam exigir cuidado multiprofissional, e o psicólogo pode orientar quando for necessário envolver médico e nutricionista.

O psicólogo pode receitar remédios para o transtorno alimentar?

Não. Psicólogos não prescrevem medicação. Quando há necessidade de avaliação médica ou de medicamentos, o psicólogo orienta e encaminha a pessoa para um médico, mantendo o cuidado integrado entre os profissionais.

Como saber se devo procurar ajuda?

Se a relação com a comida e com o corpo tem gerado sofrimento, culpa, medo ou afastamento das pessoas e atividades que você gosta, já é um bom motivo para conversar com um profissional. Não é preciso ter certeza do que está acontecendo para pedir ajuda.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional de saúde qualificado. Se você está passando por sofrimento intenso ou pensamentos de se machucar, procure ajuda imediata: ligue para o CVV — 188 (apoio emocional, 24h e gratuito) ou para o SAMU — 192.

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Referências

  1. Ministério da Saúde (gov.br). Mais de 70 milhões de pessoas no mundo possuem algum distúrbio alimentar (2022).
  2. OPAS/OMS — Organização Pan-Americana da Saúde. Saúde mental dos adolescentes.
  3. OPAS/OMS — Organização Pan-Americana da Saúde. Transtornos mentais.